terça-feira, 1 de junho de 2010

Eternamente crianças




Eu e tu... eternamente duas crianças num passeio... (espero) de mãos dadas...

Efectivamente FELIZ DIA DA CRIANÇA
Afectivamente eternamente criança

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Como sol...





... que todas as tardes parte sem prometer que volta
... que não se consegue encarar sem verter uma lágrima
... que aquece, mas também queima
... que ilumina, mas também encandeia

que é essencial à vida.

Tu és como o sol...

Efectivamente eclipsada
Afectivamente escaldada

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O meu pecado... és tu...




... porque só tu trazes cor à minha vida...

Uma imensa vontade de te abraçar... hoje, SEMPRE e eternamente.

Efectivamente mordendo a maçã
Afectivamente no teu paraíso

terça-feira, 25 de maio de 2010

O teu regresso...

Nunca pensei dizer isto... mas, aproximar-me de ti dói tanto.
Notar que voltaste... custa. Saber que precisas de um ombro... magoa. Sentir-me incapaz de te abraçar... fere.

Tu, que sempre foste como respirar para mim. Tu, que foste uma fuga numa rua sem saída. Tu, que eras luz no final de um túnel que ninguém teve coragem de atravessar.
Tu, um escape entre olhares noctívagos. Tu, que sempre foste sorrisos em forma de música, que sempre foste gelo numa bebida quente. Tu, que me habituaste a poesias, que me abriste a janela do mundo, que me mostraste o que está por detrás daquela montanha. Tu, que deste sabor à melancolia, que cobriste de melodia os meus silêncios. Tu, que me descobriste na escuridão. Tu, que trouxeste gargalhadas a lágrimas antigas. Tu, que me ensinaste a viver os sonhos, que me empurraste para a vida, que me ajudaste à arriscar, que me desvendaste dilemas.
Tu, que me mostraste através de contas de somar a simplicidade, que me multiplicaste os sentidos, que subtraíste a solidão da minha alma, que dividiste comigo o teu coração.
Tu, que guardaste contigo estrelas partilhadas. Tu, que cantaste madrugadas inesquecíveis. Tu, que brindaste o destino impresvisto.
Tu, Verão tórrido, Outono ameno, Inverno feroz, Primavera regada.
Tu, Peter Pan da minha história. Tu, que foste Che Guevara da tua história.
Tu, liberdade acorrentada, água parada, turbilhão sereno.
Tu, cama desfeita, banho de espuma, espelho vazio.
Tu, persiana descida, janela aberta. Tu, porta fechada, varanda para o mar.
Tu, bandeira hasteada, toalha estendida, lençol engelhado.
Tu, filme de acção, livro triste, canção pronunciada.
Tu, sal, açúcar, pimenta.
Tu, vermelho, azul, branco, verde esperança.
Tu, problema. Tu, solução. Tu, cofre forte. Tu, código de acesso.
Tu, ausência, glória, timidez, convicção, culpa, desespero, integridade, velocidade. Tu, manhã. Tu, noite.


Tu, que seguias sem medo. Tu, que enfrentavas o mal. Tu, que não tinhas heróis. Tu, que emanavas magia. Tu, que trazias brilho no olhar. Tu, que transformavas caminhos. Tu, que cruzavas fronteiras... sem nunca olhar para trás.

Tu, o louco, o feliz, o amante silencioso, o destemido, o bravo. Tu, o vulcão, a trovoada, a chuva, o vento. Tu, o sol, a brisa, o calor. Tu, o céu, o limite, o desejo. Tu, o doce, o tranquilo, o sensato. Tu, a paz, a calma, a tranquilidade, a luz, a presença, a paciência. Tu, o fogo, a folia, a ira, a revolta, . Tu, o amor na sua forma mais pura.

Tu, um mundo infinito de convicções minhas. Tu, um mar de certezas naufragadas. Tu a ilusão de uma fogueira de cinzas. Tu, um horizonte sem estrada. Tu, a verdade incompleta.

E eu? Eu, o vazio depois da tua estadia. Eu, o recomeço depois da tempestade. Eu, a incerteza na tua saudade. Eu, a dúvida magoada no teu regresso.

Porque é que voltaste? Porque é que eu não sou capaz de estar aí quando precisas? Logo para ti? Logo tu, que já foste tudo...

Efectivamente tu...
Afectivamente desculpa

domingo, 23 de maio de 2010

Mãos estendidas...

Vieste no fim do verão, bronzeado, sorridente, de óculos escuros, para que não te pudesse ler a alma... pensei...
Chegaste tranquilo e com uma timidez aparente... Demoraste a reconhecer-me, tardaste em dar-te a conhecer... E de repente, como uma flecha, ao cair da noite, caminhaste na minha direcção. Sem medos, certo, sem questões, feliz, sem pensar, completo. Soltaste palavras, despiste a alma, até então escondida atrás de uns óculos de sol, entretanto deixados para trás... pelo envolvimento do coração, pelo desejo do corpo e, propuseste o impensável. Mas como poderíamos deixar para trás a vida que tanto demoramos a construir? Mudaríamos tudo essa noite, eu sei... Mas e o amanhã? Nunca saberemos, agora. Arriscar nunca foi o meu forte, mesmo que já me tenha arrependido 1001 vez de não o ter feito. Estendeste as mãos ao desconhecido pretendedo encontrar as minhas. Mas no vazio do tempo e da falta de preparação aparente, eu não tinha nada a oferecer e arrependo-me tanto agora... Trago-te no peito desde então e estendo tantas vezes as mãos à espera de encontrar as tuas, no desejo de que ainda as tenhas preparadas para mudar a vida que tanto demoramos a construir. Pois de que vale uma vida cheia se não tens no vazio mãos que possas agarrar?
Chegaste no fim do verão, vieste na minha direcção ao cair da noite, despiste a alma e estendeste as mãos certo de que ali havia algo mais... E havia! Senão não escreveria sobre ti, sobre nós, tanto tempo depois... Uma vez mais, o medo trouxe-me o sabor amargo da despedida, agora sei-o, antecipada... E dói pensar que estavas aí de alma despida para mim. Quantas vezes na vida encontramos alguém pronto a mudar tudo por nós? Atrás do vestido da cor da tua gravata ficou um murmúrio de palavras que queriam sair mas não encontraram saída. Atrás dos sorrisos, dos beijos, dos olhares, da música, da felicidade dos muitos presentes que celebravam o amor, ficaram duas almas, uma despida e a outra a nu, por não ter tido a coragem de amar, sem mais. Hoje, com o aproximar do verão, recordo as tuas mãos bronzeadas estendidas na minha direcção e penalizo-me por não te ter dado mais do que uma dança... quando sinto que te poderia ter dado o meu coração. Saber que o tempo não cura tudo, faz-me estender-te as mãos... e sei que não sabes que estou de alma despedida e com a coragem de amar, pois na distância tudo esmorece, menos o meu amor por ti.

Efectivamente de mãos estendidas
Afectivamente à procura de encontrar as tuas

domingo, 9 de maio de 2010

Assalto à mão armada

Subia uma rua íngreme, mas ao contrário de outros tempos, a respiração estava controlada... tenho andado em boa forma física... Subia sem olhar para trás, as minhas amigas sempre me disseram que era demasiado destemida, mas eu nunca achei que houvesse algo a temer... Subia com o passo apressado, mas sem receio que me seguissem, pois não levava comigo nada de valor, tudo tinha sido deixado para trás... Subia decidida, ainda que não sabia onde me levava aquele caminho, mas estar no memso sítio já não fazia sentido. Essa rua íngrime tinha várias perpendiculares mas eu não ía hesitante, apesar de não saber o caminho, não tinha dúvidas que deveria seguir em frente. Senti uma brisa estranha, passou-me uma ideia má pela cabeça, mas os pensamentos levaram-na para longe. De repente surgiram no caminho três homens. Não senti medo. Apesar de estarem de cada tapada os gestos não permitiam confusões. Conhecia-os bem. Vinham do passado. Falavam todos ao mesmo tempo. Dois deles cobravam coisas: ausências, datas. O outro pretendia esclarecer algo que há muito tempo tinha acontecido, mas nem ele se lembrava muito bem do que era. Facilmente os identifiquei. Não tinha respostas, apenas pressa. Tentei respoder, mas não pareciam satisfeitos com as justificações. Avancei. Corri. Não por medo, não eram agressivos, estavam apenas defraudados, não comigo, com eles própios. Não me seguiram. E eu continuei. Respiração controlada, sem olhar para trás, passo apressado, decidida... mesmo sem saber onde me levava o caminho. Cheguei a um sítio que me parecia familiar e parei. Mas rapidamente me apercebi que tinha de continuar. Assim fiz! E de repente surgiu outro homem. Cara destapada. Não tinha nada para me dizer. Mas o seu olhar triste impediu-me de prosseguir e roubou-me palavras que não podem voltar. Foi um assalto à mão armada. Esses olhos eram a arma pronta a disparar lágrimas e eu não sou indiferente à tristeza, muito menos à desse homem do passado, que me impedia continuar o caminho... apesar de não me ter dito nada, apesar de não me cobrar nada, apesar de não ter nada para esclarecer. Foi uma assalto ao meu coração que ficou ali, no meio do caminho.

Porquê é que o passado volta, na sua forma mais triste, para me atormentar? Porquê logo agora que seguia firme por essa rua íngrime? Que significado tem este assalto à mão armada? Será possível que um caminho em frente me leve ao passado?

Efectivamente tens aí o meu coração.
Afectivamente agora tu, mas depois eu.

(Tal como te disse, estou aqui para quando precisares. Gostava de te poder abraçar e que o meu carinho, como tu lhe chamaste, te curasse. Tenho-te presente na esperança de secar-te as lágrimas, de coser-te as feridas, de aconchegar-te a alma e devolver-te o sorriso. Podes mesmo crer que cada noite me transformo nessa estrela que te faz companhia. Amanhã e até que tu estejas bem voltarei em forma de luz.)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Eterno

Basta despedir-me para que arranjes uma forma de voltar... Foi sempre assim! Não sei como me lês na distância? Mas sabes melhor do que ninguém o que significa para mim o tempo, os silêncios, a vontade e a falta dela também!
Surpreeendes-me com detalhes, aproximas-te seguro, afirmas-te implacável ... e eu deixo-me levar... eu quero deixar-me levar. Sabes que apesar de todas as minhas inseguranças eu tenho uma certeza: és tu! Não sei quanto tempo mais pode demorar para que te dês conta disso, também não quero saber... porque o meu amor por ti aguenta a eternidade. E passado todo este tempo... só uma coisa mudou. Antes esperava-te quieta, muda, escura, fria. Hoje, vivo a vida ao limite, no dia que voltares tratarei de te ter tudo como deixaste. E eu terei vivido também...
Só isso mudou, de resto... continuo à espera, à tua espera. Pois nesta longa caminhada que é a distância e que escolhemos viver nunca ninguém me preencheu como tu...
Volta sempre que quiseres, meu amor...
Estarei aqui, à tua espera!

Efectivamente rendida
Afectivamente - obrigada por me recordares que hoje era o nosso dia -

quarta-feira, 21 de abril de 2010

"Danonando"

Depois da notícia... a única coisa que se me ocorre dizer é:

- Faltou-me um bocadinho assim ||

Afectivamente ||
Efectivamente será pelo melhor (para ti)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Uma carta de ti para um ponto final

Olá!
Recuei até ti, na esperança de perceber o que tinha ficado. Fui fiada das tuas palavras. Fui fiada de que ouvirias as minhas palavras. E o fiado saiu caro... Uma vez mais provei que tinha razão... as tuas palavras não valem nada.
De ti não tenho mais do que silêncios que me perseguem... De ti não vem mais do que um vazio presente... De ti não sai uma luz que me ilumina, mas que me ofusca o caminho... De ti não recebo mais do que promessas transformadas em memórias...
Mas mesmo assim voltei a recuar... tanto tempo depois, mas não me arrependo, serviu-me para te conhecer melhor, serviu-me para ver a verdade que há muito os teus olhos espelham, mesmo quando as tuas palavras me pretendem ludibriar.
De ti o amor, de ti o ódio, de ti o desprezo, de ti a busca (quase) pepétua, de ti o tanto (me) faz.
Adeus!

Pi

Efectivamente sem nada de ti
(sem) Afectivamente

terça-feira, 2 de março de 2010

Reviver

Tirei da gaveta afectos guardados e revivi-os em forma de amor esta noite.

Podemos ser felizes, se deixarmos...

Também adorei!

Efectivamente é bom acordar na tua tranquilidade
Afectivamente dormente

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Pensamentos (divertidos?)

Não deixa der ser curioso, que a única coisa que resta, em comum, entre nós... são 19 amigos no FACEBOOK!

Efectivamente era uma vez uma história...
Afectivamente que já lá vai....

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Que vocalista é este?

Comecei por ouvir na rádio... Muitas viagens, em trabalho, por este país fora, durante o verão... Ficou no ouvido. Depois tem a palavra "miúda", para quem acompanha o blog sabe que se trata de um vocábulo especial para mim... E entretanto, já a sabia de cor... Por curiosidade, vim espreitar o clip (feito com muito sentido de humor, diga-se em abono da verdade...) E de repente... O VOCALISTA. UOU! Que vocalista é este? Já tinha gostado da voz, mas como noutras alturas sofri desilusões por teimosamente querer conjugar uma voz com uma cara, nem pensei nisso... mas este senhor é excepção que confirma a regra... Vale a pena ser olhado. Vale a pena ser pensado...

Não sei se é do adiantado da hora, ou não, mas estou, como dizer... bem impressionada...
.
Boa míúdo! As tuas palvras transformam-se agora nas minhas: "Quem és tu, miúdo? Com essa boca e esses olhos... " lalalala

lol

Peço desculpa, mas vou ali ao youtube... ver mais uns clips dos AZEITONAS. E apreciar a obra feita, não sei se me faço entender?

Efectivamente, ele há com cada surpresa
Afectivamente, a miúda, aqui, ficou agradavelmente surpreendida (e olhem que não é fácil)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Conversas Coloridas (Parte IX) - Só para recordar velhos tempos..

Sábado à noite. Local de sempre. Amigos de sempre.

- Gosto tanto de te ver dançar!
- Obrigada...
- Qualquer tipo de música, danças tão bem...
- É, eu sou assim... Danço conforme a música que me dão!
- Acho que esta resposta vai além da tua dança.
- Tens razão. Vai mais ao encontro da tua música (risos)
- Não perdeste o mau feitio. E isso deixa-me doido!
- Olha, já tu perdeste a noção do tempo...

(E dancei, dancei, dancei...)

Horas depois uma mensagem:

- Fecho os olhos e só consigo ver-te a dançar... Não consigo dormir!
- (silêncio)

Outra mensagem:

- Estou à porta de tua casa. Podes descer?
- Não estou em casa!

Foram tempos em que a tua paleta de cores me deixava à roda. Foram tempos em que as músicas que dançava me lembravam de ti. Foram tempos em que dançar contigo eram noites perfeitas. Estamos tão longe desses tempos agora... Gostava tanto que percebesses, que o tempo passou. E que se nós não conseguimos ser felizes no «nosso» tempo, jamais o seremos agora. A música mudou;)

Efectivamente dançando
Afectivamente não ficaram saudades

Palavra de ordem!

(Estou a escrever isto para ver se me consigo convencer a mim própria)

A palavra de ordem para estes lados é: DEIXA ROLAR!

Para alguém que me está sempre a dizer: "Essa é a diferença!" Quero que saibas que quero marcar a diferença, só para ti (shiiiiiiiiuuu)

Efectivamente é bom jogar às escondidas
Afectivamente espero encontrar-te sempre aí (sim, já sei!)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Porque sei que me iluminas...

Voltei...
Muita coisa mudou desde a última vez que aqui estive... Nunca tinha tido esta sensação tão forte de que, de facto, a vida não pára, não espera por nós...
Resta-nos vivê-la... tal e qual ela é!

Neste meio tempo passei pela despedida mais dolorosa da minha vida... E dizer adeus para sempre não é fácil!
Fui a Miami, antes passei por Toronto, para ir ao casamento da minha prima Tânia...
Foram dias maravilhosos... em família...
Mal sabia eu que seria a última vez que veria o meu tio. Não um tio qualquer, mas aquele tio que está sempre lá, mesmo à distância, como era o caso, aquele tio a quem se podiam fazer confidências, a quem se podia contar medos e ligar quando nos apetece desistir de tudo... O meu tio era uma das melhores pessoas que já conheci... Um homem fantástico, cheio de qualidades e virtudes, carinhoso, afável, simpático... divertido. Único! Ele não era um tio... era um AMIGO!
Fizémos planos, prometemos ver-nos mais, combinámos as próximas férias...
Nada disso irá acontecer...
Lamentei a minha existência depois de saber que jamais o voltaria a ver... Desejei que o mundo acabasse perante tal injustiça... Chorei dias a fio... Passei noites em claro...
Hoje, agradeço o privilégio de o poder ter conhecido, de ter feito parte da vida dele... Não é para qualquer um.



O curioso... é que eu e o meu tio nunca nos despediamos... Todas as vezes, e foram muitas, que ele veio a Portugal, jamais nos despedimos... ele nunca gostou. Um dia antes de partir para Miami ao despedir-me dele, chorei... chorámos... Esse dia foi o último. Nunca saberei dizer porque chorei. Afinal, nós nunca nos despedimos... e assim será. Sei-te aí a cada passo meu... Obrigada por me teres tornado alguém melhor. Obrigada por me continuares a iluminar...
E a promessa que te fiz continua de pé... tio Ernesto...

Efectivamente um orgulho imenso
Afectivamente um amor maior