quarta-feira, 23 de julho de 2008

Férias para que te quero...

Estou em contagem decrescente para as minhas férias... Faltam 2 dias e eu já sinto a brisa marítima (mas se calhar é porque vivo ao lado da praia).
Não vão faltar coisas para fazer nestas 3 semanas... Tenho o baptizado do meu afilhado e ainda não tenho roupa (e diga-se em abono da verdade que a madrinha tem que ir digna, portanto se souberem onde encontrar uns vestidos 'honestinhos' avisem), família para visitar, amigos para rever, uma data de jantaradas marcadas, saídas nocturnas a dar com um pau, pistas de dança que me aguardam, toda uma costa marítima à minha espera, um fim-de-semana só com as amigas ainda a delinear, montes de livros para ler, filmes para ver ... Ufa! Que maravilha...



Mas antes de tudo isto... tenho que tratar das malas:(

Efectivamente de partida.
Afectivamente ansiosa...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Visita surpresa

O meu afilhado veio passar uns dias a Lisboa.

E tenho que confessar que não há nada melhor que acordar com aquele sorriso...



Efectivamente o bebé mais lindo do mundo
Afectivamente com o coração preenchido

segunda-feira, 14 de julho de 2008

(Des)encontro

"Expectativas irreais"

... tão só e simplesmente...



Efectivamente "boa sorte"
Afectivamente "there's no way"

(There are so many special people in the world)

terça-feira, 8 de julho de 2008

Já passou...


Foste apenas um comprimido para curar uma dor de cabeça passageira...


Efectivamente curada (obrigada)
Afectivamente despreocupada (com o que possas pensar)

Perdida no tempo

Há partidas que nos mudam a vida, nos deixam sem rumo, naufragando em lágrimas desconhecidas...
Assim foi a tua partida... senti-me perdida, desorientada, desejando que o tempo passasse rápido... para que voltasses ao teu lugar, aqui.
O tempo passou... Regressaste,com o mesmo sorriso nos lábios com que te vi partir. Mas nada, agora, parece fazer sentido. Continuo a sentir-me perdida, desorientada, desejando que o tempo passe rápido... para perceber se este ainda é o teu lugar.

Há regressos que nos mudam a vida. Parece-me que o teu, não foi um deles.

(Sei que não faz sentido pedir-te um tempo para pensar, uma vez que estivemos meses sem nos ver, mas não tenho outro remédio).

Efectivamente enjoada de tantas voltas que dou.
Afectivamente... longe da vista...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Podias repetir?

Já não me lembro...
Bolas!
Dou voltas e voltas à cabeça e não me vem à ideia...
Será possível?
Mas havia qualquer coisa! Uma razão, certo?
Tenho pensado exaustivamente no assunto e não consigo recordar.
Sei que não posso!
Sei que é proibido!
Não devo!
Mas não me lembro porquê?

Desculpa, podias voltar a magoar-me para eu me lembrar porque é que não quero estar contigo?
É que estou farta de dar voltas à cabeça e não sei a razão para te ter afastado da minha vida.
E depois de nos termos cruzado ontem, novamente, as regras que me impus deixaram de fazer sentido... Fui invadida por uma amnésia repentina e voltou aquele calor no estômago que só tu me fazes sentir... Vencemos "nós", mais uma vez.
Mas sei que não está certo.
Por isso, queria pedir-te que me continuasses a dar motivos para te querer longe (mesmo que continues a viver dentro de mim). Não te importas?

É que apesar de não recordar factos concretos, sei que tens imenso jeito. Vá lá!?
Estava tudo a correr tão bem. Pisava com atitude no caminho. Não posso tropeçar agora. São muitas as luzes que tenho apontadas na minha direcção! Como tal, não venhas aos lugares que me 'pertencem' como se fosse por acaso, olhando de forma a parecer distraído, sorrindo de maneira a mascarar o propositado. Não apareças de novo, bronzeado e apetecível, perfumado e irresistível, de olhos brilhantes e discurso semi-ensaido. Não chegues de ar triunfante com o casaco que te ofereci, de caso pensado e cabelo minuciosamente desalinhado, de peito feito e arrependimento na voz. Não!
Só queria que me recordasses como era aquele sabor amargo da desilusão! Podias repetir?


P.S. O teu timing continua perfeito, mas como já tinha dito... nada de voltar atrás!

Efectivamente não, não e não!
Afectivamente balançada!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

No caminho...

Vês-me escrever...
Já nem evitas olhar-me.
Rodas a cabeça milimetricamente, semi-fechas os olhos, sorris...
Continuas a olhar-me... sem medo.
Os teus movimentos têm a precisão de um relógio.
Aproximas-te curioso...
Sem desviar o olhar.
Cativas a minha atenção sem pronunciar uma palavra.
E, finalmente, perguntas: "Sobre o que escreves?"
Sorris. Imediatamente depois colocas um ar sério.
A ansiedade ilumina-te o olhar...
"Sobre ti.", respondo sem receio e olhando-te sem pudor.
"Sobre mim?", dizes depois teres sido denunciado pela sobrancelha intrigada.
"Sobre os teus movimentos desenhados...", confesso triunfante.
"Será isso amor?" perguntas encabulado.
Desvio o olhar, quebrando a intensidade do momento. Procuro a resposta rápida e certeira.
Continuas a olhar-me... com medo.
Arrisco: "É um caminho..."
Voltas a sorrir confiante.
Interrompo o enorme silêncio de escassos segundos:
"Achas que devo apagar?"
Semi-fechas os olhos novamente, mas a tua expressão está diferente, mais fria...
Sorrio, tentando remediar os danos.
"Não sei... Ainda não li.", dizes num tom de voz que nada tem a ver com a frieza do teu olhar.
Silêncio...
"Acho que deves continuar a escrever", acrescentas tranquilo.
Sorrimos...
"Os caminhos não se fazem sozinho…", afirmo convencida de que entendeste que também preciso de ter certezas.
"Então vou pegar num lápis também", rematas.
Olho o papel, enquanto o canto do olho continua a acompanhar os teus movimentos perfeitos.

("Se calhar é amor", penso).

Efectivamente continuarei a escrever
Afectivamente à procura de uma final feliz.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A ternura dos 80...


(Foto tirada por Lau)


Estão juntos há mais de 60 anos e quando trocam um beijo, continuam a fazer esta expressão de felicidade.


Estes são os meus avós: Isaura e Manuel.
Dois seres humanos fantásticos que todos os dias me ensinam o que é o amor...

Obrigada por nunca me terem desiludido em 26 anos de convivência, por me fazerem sentir especial, por me obrigarem a acreditar e por estarem aí... SEMPRE!


Efectivamente é um amor assim que quero para mim...
Afectivamente a ternura dos 80!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Não voltarei atrás...

Quanto tempo?!
Desde a nossa despedida não voltei a escrever...
Não voltei aqui. Não voltei a sorrir. Não voltei a acreditar.
Mas também... NÃO VOLTEI ATRÁS!

Custou-me tanto dizer-te adeus... Demorei tanto tempo a pronunciar esta palavra: Adeus...
Mas agora não me consigo despedir daquilo em que me transformei.
NÃO VOLTAREI ATRÁS...




Efectivamente caminhando (com um sorriso nos lábios)
Afectivamente sem olhar para trás (mas espreitando o ombro)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Já devia saber...



... que o único animal que se transforma em príncipe é o sapo.


Efectivamente num jardim zoológico (GRAÇAS A DEUS)
Afectivamente num lago sem sapos

terça-feira, 29 de abril de 2008

Hay amores... (como el nuestro)

Por fim encontrei...

Afinal, há amores iguais ao nosso...

Efectivamente real
Afectivamente possível

(BSO do filme "Amor em tempos de cólera")

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Amor ou consequência?

Já não sei se és amor...

Talvez sejas a consequência de te ter amado tanto.

Efecticamente AMOR.
Afectivamente CONSEQUÊNCIA.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Por dizer...

Sei que estou em falta contigo.
Não é de agora... Já lá vão muitos dias.
E eu continuo sem cumprir.
Na verdade não sei bem porquê?
Agora mesmo parece-me tão fácil de fazer.
Acredito mesmo, neste momento, que seria capaz (de te dizer)...
Mas depois, nas alturas certas, falho!
O mundo desmonta-se aos meus pés.
E uma sensação de impotência apodera-se de mim,
Mesmo tendo consciência que posso mudar os acontecimentos.
É uma tortura: querer-te desta forma e não fazer nada por te ter.
Desculpa, deixar-te assim, tantas vezes...
À espera das minhas atitudes.
Pendurado na emoção das incertezas... que suavemente te sustentam os dias.
E já lá vão muitos dias.
Questiono o que me impede de fazer o prometido?
E não há respostas em mim.
Sei que estou em falta contigo…
Mas as palavras não querem sair.
Irónico… Tenho medo de não ir a tempo.
E o descompasso fui eu quem o criei.
Sei que esperas mais de mim do que o reconhecimento da falta…
Simplesmente não consigo ultrapassar-me. Sou eu… o obstáculo entre nós.
Mas aqui que ninguém nos ouve:
AMO-TE, com a certeza de querer acordar todos os dias a teu lado, com vontade de adormecer enredada em ti todas as noites, convicta de ser capaz de aturar os teus maus dias, certa de que vais continuar a segurar-nos nas minhas indecisões, com o desejo de nos multiplicarmos em crianças morenas de olhos verdes e indecisões clubistas, sem duvidar ser capaz de gostar dos teus defeitos para sempre, sem temer mostrar-te o meu lado “lunar”, acreditando que só contigo serei feliz. AMO-TE de uma forma tão desmesurada, que não compreendo o que me impede de to dizer… E ficar assim, em falta contigo… já lá vão tantos dias.

Efectivamente por dizer.
Afectivamente dito.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Senti-te a falta

Hoje, vesti aquela camisa que me ofereceste... aquela, que compraste com o teu primeiro ordenado. Lembraste? Coloquei as argolas que usei no nosso primeiro encontro. Pintei as unhas da cor que tu mais gostas e carreguei no verde dos olhos, pois lembrei-me que sempre disseste que me ficava bem. Vesti os meus jeans justos, que tanto adoravas ver-me usar. Calcei os sapatos azuis que comprei contigo numa loja recôndita, numa ruela esguia da Nazaré. E peguei no casaco azul, que levei atado à cintura a todos os concertos que fomos naquele ano.

Hoje, senti-te a falta. Vesti-me de ti. E mascarada do que já não sou, do que já não somos, flutuei na tranquilidade. Encontrei-te neste caminho perdido, que nos levou para longe e senti-me amparada. Respirei-te novamente e saciei-me nesse perfume estonteante, que acalma e agita as ideias simultaneamente e revivi emoções. Olhei-te profundamente nos olhos, que sempre me aconchegaram e gritei sem medo. Segura, neste porto de abrigo, custou-me sair da personagem e voltar a representar neste palco que (sozinha) escolhi.

Hoje, senti-te a falta, é certo... Contudo gosto do caminho que trilhei sem ti... Não sei se voltaria atrás... Mas se o fizesse seria certamente para te dar a mão e trazer-te comigo.

Queres mascarar-te?

Efectivamente senti-te a falta.
Afectivamente visitei-te... mascarada!

segunda-feira, 31 de março de 2008

Pior... para quem fica!

Vi-os este fim-de-semana, estavam ali, no lugar do costume, como sempre... Contudo não tinham o mesmo sorriso.
Tentei aproximar-me, perceber de que falavam... Assuntos triviais (de sábado à noite), como antes, como sempre. Contudo não tinham a mesma alegria.
Parada no tempo, obsevei as miúdas do costume à volta deles, perguntas de rotina, encontros imediatos, como sempre... Contudo não tinham a mesma empatia.
As bebidas vindas do bar, servidas pelo mesmo empregado, estavam frescas, como sempre... Contudo não pareciam ter o mesmo sabor.
A música alta, as canções de sempre... eles ouviam-nas, dançavam-nas... Contudo sem o mesmo entusiasmo...

Viram-me. Sorriram, como sempre... Contudo sem o mesmo brilho no olhar...

Eram os teus amigos, meu amor. Sentem tanto a tua falta que não parecem os mesmo sem ti!

E eu? Custa-me respirar...
Afinal, não sou só eu a contar os dias que faltam para o teu regresso.

Só agora percebi... É sempre pior para quem fica!

Efectivamente seremos os mesmos.
Afectivamente aguardando que voltes...